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Globo é condenada a pagar R$ 30 mil por acusar mulher no Fantástico

  • - em 6 de setembro de 2019

Por causa de uma reportagem do Fantástico de 2003, a TV Globo foi condenada. O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, através da 1ª Vara de Feitos de Porto Seguro (BA), fez com que a emissora pagasse uma indenização de R$ 30 mil para uma mulher que foi inocentada de participar de um esquema de corrupção que teria desviado R$ 50 milhões da prefeitura de Porto Seguro, no interior da Bahia.

A mulher teve de ser exonerada do cargo de Secretária de Educação em Porto Seguro, segundo os autos, obtidos pelo site Observatório da Televisão. Além de tudo, ela teve de sair do cargo de Diretora-Geral de uma faculdade particular, que era responsável por formar professores, por conta da repercussão ruim da reportagem da maior emissora da América Latina.

A reportagem foi exibida no programa dominical no dia 18 de maio de 2003, e mostrava que a mulher teria se unido ao prefeito da cidade e o então secretário da saúde para desviar dinheiro público. O montante teria chegado a R$ 50 milhões na época, segundo investigações mostradas pela emissora. No entanto, posteriormente, todos foram inocentados das falsas acusações.

A reportagem “ultrapassou o direito da informação” e, segundo a mesma, a acusou sem provas, já que a investigação ainda acontecia. Ela foi inocentada posteriormente de todas as acusações. Apesar disso, o estrago em sua vida já havia sido feito por conta da repercussão negativa da reportagem.

A mulher então juntou testemunhas e provou que ficou extremamente abalada com o fato ocorrido. Por esse motivo, pediu uma indenização em danos morais, o que foi aceito pelo TJ-BA. O juiz que julgou a ação, Fernando Machado Paropat, relatou que: “A repercussão social da reportagem foi deveras danosa à imagem da autora, haja vista o alcance público do conhecido programa”.

Com isso, foi fixada a indenização em R$ 30 mil por danos morais com a Globo já recorrendo sobre a decisão.

Fonte: Observatório da Televisão

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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