Criadora de Boneca Russa, da Netflix, nega ter se inspirado em Feitiço do Tempo

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Criadora da série Boneca Russa, da Netflix, nega ter se inspirado em Feitiço do Tempo

A série de comédia Boneca Russa, da plataforma de streaming Netflix, conta a mesma história várias e várias vezes durante a maior parte de seus oito episódios. Mas é exatamente isto que a torna interessante.

Estrelada por Natasha Lyonne e criada por ela, Amy Poehler e Leslye Headland, a série segue uma mulher chamada Nadia (Lyonne), que fica presa em um loop temporal que morre na noite de sua festa de aniversário. A conexão com o filme Feitiço do Tempo, de Bill Murray, contudo, pode parecer um tanto quanto óbvia. Mas não foi para Headland, no início.

“Para ser honesta, nunca pensei em Feitiço o Tempo em primeiro plano”, disse Headland, segundo o TheWrap. “Pensei muito mais como um divertido No Limite do Amanhã. É um videogame. Ela não está revivendo o mesmo dia ou a mesma noite. Ela só tem o mesmo ponto de reinício”.

“E porque eu sou uma jogadora, eu meio que me aproximei desse jeito. Foi somente quando estávamos na sala dos escritores que começamos a entender que essas cenas seriam construídas, especialmente nos três primeiros episódios, da maneira como Feitiço do Tempo é construído”.

Headland, no entanto, afirma que não se importa com esse tipo de comparação entre ambas as histórias. “Eu raramente me preocupo com o fato de um projeto ser semelhante a outro título. Eu sempre presumo que minha opinião sobre algo vai ser mais interessante do que a de outra pessoa. Não acho que David Chase, quando estava lançando Família Soprano, estivesse preocupado que as pessoas pensassem que era Máfia no Divã. Foi assim que me senti com Boneca Russa”.

“Eu pensei que seria uma nova maneira de consumir compulsivamente e uma nova maneira de ver uma história inteira para um público da Netflix. Não é baseado na ideia de visualização episódica. Mas, na verdade, é baseada em visualizações compulsivas”.

Quanto ao motivo pelo qual o público é atraído pelos loops de tempo, Leslye acha que é uma questão sobre ansiedade.

“Eu acho que o que é divertido sobre um filme de tempo, ou viagem no tempo, é que você consegue jogar essa ansiedade, dramaticamente ou como comédia”, disse ela. “As melhores histórias são aquelas que exploram o medo primitivo ou o desejo de reviver algo ou de consertar o futuro. Soa como uma coisa tão humana”.

Fonte: Observatório de Séries

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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