Série Aruanas, da Globoplay, é destaque na imprensa americana.

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Aruanas ganha destaque no Washington Post

A série nacional Aruanas, que recentemente entrou no catálogo da Globoplay, foi novamente destaque em um jornal americano para falar sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro. A série ganhou destaque no Washington Post.

O Post ressalta a temática sobre a disputa de terras na Amazônia.
“Tem o glamour, traição e trama fina de qualquer novela, mas o tom ativista de ‘Aruanas’, o mais recente drama que toma conta do Brasil, é inegável. Os produtores da mais nova série de televisão do país, que estreou este mês para uma audiência de 23 milhões de pessoas, esperam trazer a luta mortal pelo controle da Amazônia para salas de estar em todo o país”, coloca.

A publicação ainda elogia o desenvolvimento de Aruanas. Mas não deixa de notar que ela não é única em um aspecto: criticar o governo de Bolsonaro.

“Agora, vários shows estão direcionando seu foco – e o de suas dezenas de milhões de espectadores – na agenda do presidente Jair Bolsonaro”.

O artigo também destaca que não foi só o governo de Bolsonaro que sofreu críticas pelo televisão brasileira. A novela Mulheres Apaixonadas, de 2003, é lembrada por trazer uma “crônica de abuso doméstico contra um conjunto de avós”, dizendo que “isso levou a uma lei protegendo os direitos dos idosos”.

Já Cheias de Charme, exibida em 2012, por oferecer “uma visão compreensiva da vida das empregadas domésticas brasileiras” e questionar “algumas das práticas aceitas no país em relação a férias e pagamento”, colocando que “no ano seguinte, o Congresso aprovou o primeiro conjunto de leis destinadas a estabelecer condições justas para os trabalhadores domésticos”.

De acordo com a publicação, “em sua primeira semana no cargo, ele (Bolsonaro) retratou ativistas ambientais como hippies dispostos a sacrificar o progresso econômico para salvar as árvores. Em seu segundo dia no trabalho, ele aprovou um decreto para monitorar organizações não-governamentais. Seu chefe de gabinete sugeriu que as ONGs eram agentes estrangeiros, tentando preservar a Amazônia para que seus governos pudessem explorar seus recursos”.

O jornal ainda revela que comentaristas nas redes sociais chamaram o programa de “lixo ativista” e “inimigo do Brasil”. Então cita o site Agência Caneta, o descrevendo com um site nacional de direita:

“Tão confuso com a forma como as pessoas se convencem disso. Vocês não vão influenciar ninguém”, complementou o Washington Post.

Fonte: Observatório de Séries

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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